Guia do tratamento para endometriose

Guia do tratamento para endometriose

O tratamento para endometriose é uma das dúvidas pesquisadas por algumas mulheres. 

Isso porque esse problema de saúde é uma das principais causas de infertilidade entre as mulheres

Porém, nem todas as mulheres sabem que, na maioria dos casos, a fertilidade pode ser restabelecida com o tratamento adequado.

Com isso, ter informação é fundamental.

Este artigo abordará algumas dúvidas e também os tratamentos disponíveis para que, junto ao seu médico, você possa decidir qual o melhor método para você.

O que é endometriose?

A princípio para entender o tratamento para endometriose, precisamos saber como funciona o corpo da mulher. 

Sendo assim, saiba que o útero é um órgão feminino que possui um revestimento de tecido afetado por hormônios. 


Esse tecido engrossa ou afina sua espessura e o corpo o expele conforme o ciclo menstrual. A ele damos o nome de endométrio. 

Umas das funções do endométrio é permitir a instalação do óvulo e a fecundação pelo espermatozoide.

Dessa forma, pode gerar uma gravidez. 

Por outro lado, quando o endométrio cresce fora do útero, isto é, em lugares da cavidade abdominal, como os ovários, a bexiga e por fora do útero, a paciente tem o diagnóstico da endometriose.

Geralmente quando uma mulher menstrua, o endométrio é expelido do corpo.

Contudo, quando ele está em outras partes que não o útero, esse processo não ocorre. 

Dessa forma, a mulher sente dores intensas. Essas dores dificultam a vida da mulher. 

Sendo assim, a endometriose é uma doença crônica e inflamatória em que há o crescimento de endométrio para fora da cavidade uterina.

Caso a doença seja mais grave, gera uma endometriose profunda, que atinge também órgãos fora do sistema reprodutivo, como o intestino. 

Localizações como esta, intestinal, são de difícil acesso cirúrgico.

Estágios da Endometriose

Para classificar qual o estágio de desenvolvimento da doença, precisamos analisar alguns parâmetros como:

  • Tamanho, profundidade e localização dos focos de endometriose
  • Gravidade das aderências

Depois disso, o médico irá responder a um questionário feito pela Sociedade Americana de Fertilidade.

Baseado nas respostas assinaladas pelo médico, o questionário irá dar uma pontuação que varia de 1 a 114.

Desse modo, a classificação da endometriose determina-se a partir desta pontuação. 

Os diferentes estágios da endometriose são classificados da seguinte maneira:

Estágio I (Mínima): Pontuação de 1 a 5. 

É caracterizado pela presença de focos isolados de endometriose e ausência de aderências.

Estágio II (Leve): Pontuação de 6 a 15. 

Contém a presença de focos superficiais e menores do que 5 cm e ausência de aderências.

Estágio III (Moderada): Pontuação de 16 a 40. 

Geralmente possui múltiplos focos de endometriose, além de aderências próximas aos ovários e tubas uterinas.

Estágio IV (Grave ou Severa): Pontuação acima de 40. 

Possui múltiplos focos superficiais e profundos de endometriose, além de aderências densas e firmes.

Além disso, é importante esclarecer que a endometriose superficial possui características diferentes da endometriose profunda. 

Enquanto a primeira possui focos endometriais com profundidade inferior a 5 mm, a segunda contém focos endometriais com profundidade igual ou superior a 5 mm.

Outro fator importante a ser considerado são os tratamentos. 

Se existem estágios diferentes, então os tratamentos também são diferentes. 

Adiante você verá os possíveis tratamentos. 

Entretanto, é importante frisar que o tipo de tratamento que se escolhe dependerá de alguns fatores como:

Tipos de endometriose

O tipo de endometriose depende do órgão afetado e do quanto as células do endométrio penetraram na parede deste órgão.

Endometriose Profunda

Esse tipo acontece quando as células endometriais penetram mais de 5 mm da espessura da parede do órgão ou tecido. 

Costuma-se dizer que é o tipo mais severo de endometriose, com mais sintomas e de maior dificuldade terapêutica. 

Endometriose Superficial

A endometriose superficial acontece quando os implantes endometriais se desenvolvem no peritônio, que é a camada que recobre os intestinos. 

Ela também pode ser bastante dolorosa e apresentar lesões ativas, que sangram durante o período menstrual.

Endometriose Intestinal

Geralmente, esse tipo ocorre quando os implantes infiltram a parede dos intestinos. 

Essa infiltração costuma não ultrapassar 3 mm de parede intestinal. 

Entretanto, pode interferir no hábito intestinal e causar dor de intensidade moderada ou forte.

Endometriose No Ovário

Pode de a endometriose acometer os ovários superficialmente. 

Nesses casos, pode ocasionar os cistos de endometriose ovariana, conhecidos como endometriomas ou cistos de chocolate. 

Atualmente é a forma menos dolorosa da endometriose.

Endometriose De Parede

Esse é um tipo raro de endometriose. 

Nesse quadro clínico, o endométrio está infiltrado na parede abdominal. É doloroso e a paciente pode sentir através da palpação do abdome. 

Como resultado, a grande maioria dos casos costuma apresentar mudança de coloração na pele (escurecimento).

Endometriose Pulmonar

É uma raridade que a endometriose se apresente fora da pelve feminina, mas pode acontecer. 

Com isso, pode ocasionar sangramento de vias aéreas durante a menstruação, que pode ser perceptível através de tosse com secreção serosanguinolenta.

Sintomas de endometriose

Os principais sintomas da doença são:

  • Dor abdominal;
  • Sangramento nas fezes;
  • Massa abdominal palpável;
  • Cólicas menstruais;
  • Alterações do hábito intestinal: diarreia ou prisão de ventre;
  • Dor para evacuar ou urinar;
  • Dor na relação sexual;
  • Distensão abdominal;
  • Infertilidade;
  • Síndrome disfórica (sinais e sintomas mais intensos na TPM).

Causas

Não existe um esclarecimento sobre as causas da endometriose. Sendo assim, o que se acredita é que suas origens são multifatoriais.

Mas, vejamos algumas possíveis causas e explicações:

  • Menstruação retrógrada
  • Falha no sistema imunológico
  • Diferenciação equivocada de células na vida intrauterina

Na menstruação retrógrada, o sangue menstrual e tecido endometrial são expelidos através das trompas em direção aos ovários e na cavidade abdominal, podendo ocasionar a endometriose. 

Outro possível fator que causa a endometriose é falhas no sistema imune, pois ele quem monitora estes implantes de células fora do seu local de origem e impede o crescimento do tecido.

Além disso, a origem embrionária do abdome e cavidade pélvica é a mesma. 

Dessa maneira, o aparecimento da doença pode ter origem na vida intra uterina com uma diferenciação errônea de células endometriais dentro da cavidade abdominal.

Diagnóstico

O diagnóstico da endometriose realiza-se numa clínica com laboratório especializado. 

Lá a paciente fará alguns exames físicos e ginecológicos.

Desse modo, após análise desses exames e a história da paciente, o diagnóstico confirma-se por exames de imagem, biópsia e identificação das células endometriais na avaliação citológica.

Tratamento para endometriose

O tratamento da endometriose engloba o tratamento físico e psicológico, bem como de toda a patologia que aparece simultaneamente. 

Sendo uma doença crônica, o tratamento físico consiste, sobretudo, em controlar a dor. 

Como já dito anteriormente, o tratamento deve estar perfeitamente alinhado com as necessidades da mulher, tendo em conta as queixas, a faixa etária, se têm ou não os filhos que pretende, etc. 

É possível tratar quando a suspeição é elevada, mesmo sem diagnóstico definitivo.

Assim sendo, alguns possíveis tratamentos são:

Tratamento para endometriose: hormônios

O tratamento para endometriose habitualmente envolve a interrupção do ciclo menstrual.

Para isso, usa-se pílulas anticoncepcionais de modo contínuo, ou seja, sem pausas para menstruar.

Também podem ser usados progestagênios isolados, hormônios injetáveis, implantes ou DIU que libera progesterona.

Este tipo de terapia alivia a maioria dos sintomas da endometriose, mas não elimina os focos de endometriose ou as aderências causadas pela doença.

Além disso, o tratamento hormonal também não reverte as alterações anatômicas que já ocorreram.

Tratamento para endometriose: cirurgia

Depois de confirmado o diagnóstico de endometriose, pode-se utilizar a laparoscopia para o tratamento da doença.

Atualmente é o tratamento de escolha quando uma cirurgia for indicada. 

É uma cirurgia minimamente invasiva e que costuma resolver o problema.

A laparotomia, que é uma cirurgia mais invasiva, pois ocorre corte no abdome, raramente é indicada para o tratamento da endometriose.

Assim sendo, o ideal é que a cirurgia para endometriose retire todos os focos da doença, ao invés de simplesmente cauterizar os focos de endometriose. 

Dessa forma, minimiza-se as possibilidades de retorno da doença.

Contudo, siga sempre as orientações do seu médico.

O plano de saúde cobre o tratamento para endometriose?

Se a paciente possui indicação médica, o plano de saúde deve cobrir o tratamento integral da endometriose.

Caso negue-se a cobertura sob a alegação de que determinado procedimento não consta do rol da ANS ou mesmo de exclusão contratual podem ser questionadas judicialmente.

O plano de saúde deve, inclusive, garantir o acesso da paciente a médicos especializados em endometriose.

Além disso, se não houver profissionais especializados dentro da rede credenciada do plano de saúde, a paciente poderá utilizar os serviços de médico particular especialista e exigir ser reembolsada das despesas.

Conclusão

Neste artigo, você aprendeu o que é a endometriose, suas possíveis causas e sintomas. 

Além disso, eu te mostrei como você pode buscar um diagnóstico preciso para essa doença e também revelei os tratamentos existentes. 

Agora você também sabe porque os planos de saúde devem cobrir o tratamento para endometriose. 

Sendo assim, se você possui esse quadro clínico ou tem dúvidas, busque imediatamente o seu médico. 

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Até mais!

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