Crise de labirintite o que é e como tratar

Crise de labirintite: o que é e como tratar?

A crise de labirintite é muito mais que só uma simples tontura. Mas muita gente ainda confunde muito isso. 

Por isso, eu vim aqui pra te explicar o que é a crise de labirintite e como você pode evitá-la ou tratá-la.

Todos nós possuímos uma região interna no ouvido, também chamada de labirinto. 

Ela contém duas estruturas e uma delas é responsável pela função de sentir a posição e os movimentos da cabeça. 

Dessa forma, quando há algum problema nesse sensor de movimentos, você pode ter a sensação de que a sua cabeça está rodando ou se movendo.

Isso é um sintoma comum de vertigem, também conhecida como tontura.

Mas esse é apenas um dos sintomas das doenças do labirinto.

Segundo a Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, a sensação de tontura é uma queixa de 42% da população adulta em São Paulo.

Além disso, é mais comum entre as mulheres e idosos, mas pode também acometer crianças. 

Geralmente, o diagnóstico precoce e o devido tratamento podem levar ao desaparecimento do problema. 

Dessa forma, sabe-se que é possível controlar sintomas, prevenir crises, solucionar ou controlar as doenças associadas. 

Como resultado dessa possibilidade, eu vou te explicar aqui neste artigo o que você precisa saber para evitar, tratar ou prevenir uma crise de labirintite.

O que é labirintite? 

Geralmente as pessoas usam essa palavra equivocadamente para descrever sintomas como tontura, vertigem ou desequilíbrio.

Mas, na verdade, esse uso é totalmente equivocado. 

A labirintite é uma uma forma popular de falarmos das doenças do labirinto. 

Contudo, o correto mesmo seria dizer que a labirintite é o termo técnico que damos para a  inflamação do labirinto. 

Por outro lado, o labirinto é uma região responsável pelo equilíbrio, audição e percepção do corpo.

Qual a causa principal? 

Como outras inflamações do nosso corpo, a inflamação do labirinto pode ocorrer de diversas formas. 

Sendo assim, quando ocorre uma crise de labirintite é necessário identificar as causas para conseguir tratar melhor as crises.

Veja algumas delas abaixo:

  • problemas de origem respiratória;
  • infecções virais;
  • herpes;
  • infecções por bactérias;
  • estresse e ansiedade

Além disso, é importante dizer que nem sempre o sintoma da tontura tem relação direta com o labirinto, mas sim com inúmeros problemas de saúde como: 

  • doenças cardiológicas
  • alterações metabólicas
  • problemas hormonais
  • alterações da pressão arterial
  • enxaquecas
  • e outros

Causas menos comuns da crise de labirintite

Além de todas as causas citadas acima, existem algumas causas menos comuns e outras até raras para a crise de labirintite que eu vou te mostrar aqui. 

Vejamos!

Menos comuns: 

O uso de certos medicamentos podem ser algumas das possíveis causas, por exemplo:

  • antibióticos e anti-inflamatórios, 
  • anticonvulsivantes, 
  • anti-hipertensivos, 
  • ansiolíticos, 
  • anti-histamínicos, 
  • narcóticos, 
  • antiarrítmicos, 
  • diuréticos, 
  • vasodilatadores, 
  • betabloqueadores,
  • outros fármacos. 

Portanto, isso é tanto o seu uso como a sua suspensão.

Raras: 

  • Tumores 
  • Doenças neurológicas
  • Alergias 
  • Alterações genéticas 
  • Trauma 
  • Doenças autoimunes 
  • Sífilis e HIV

Sintomas da crise de labirintite 

Um dos sintomas típicos das doenças do labirinto é a vertigem. 

Sendo assim, uma sensação que você pode sentir em uma crise de labirintite é que a cabeça está rodando, ou está se movimentando mesmo que esteja parado.

Desse modo, é preciso ter atenção quanto à duração e intensidade.

Elas podem ser mais ou menos intensas, a depender da região afetada.

Além disso, podem existir outras manifestações associadas, por exemplo:

  • Tontura
  • Desequilíbrio 
  • Palpitações 
  • Calafrios 
  • Náuseas e vômitos 
  • Vertigem ao mexer a cabeça ou assumir determinadas posições 
  • Surdez ou zumbidos 
  • Alteração na fala 
  • Alteração da coordenação muscular e da marcha 
  • Alterações neurológicas, como visão dupla, assimetria da face
  • Suor frio
  • Movimento involuntários dos olhos
  • Dor de cabeça ou sensação de cabeça oca

Assim sendo, também é importante saber que os sintomas começam 3 a 4 dias após o início da inflamação.

Além disso, podem durar minutos, horas ou dias, dependendo da causa e do tratamento. 

Teste de sintomas para crise de labirintite

Para saber a chance de estar com crise de labirintite, responda o teste a seguir em uma folha de papel e veja se você possui ou não alguns dos sintomas apresentados:

1. Dificuldade para manter o equilíbrio

2. Dificuldade para focar a visão

3. Sensação de que tudo em volta está se movendo ou rodando

4. Dificuldade para ouvir com clareza

5. Zumbido constante no ouvido

6. Dor de cabeça constante

7. Tonturas ou sensação de vertigem

Em que pessoas é mais possível ocorrer uma crise de labirintite? 

As doenças do labirinto podem acometer adultos de ambos os sexos, até mesmo em crianças. 

Entretanto, é mais frequente entre idosos e mulheres. 

No caso das mulheres, fatores hormonais estão relacionados, seja na idade fértil, seja no período da menopausa.

Como é feito o diagnóstico? 

É um grande engano achar que qualquer vertigem é causada pela labirintite.

Como você viu neste artigo, outras doenças, como diabetes, hipertensão e esclerose múltipla, causam sintomas parecidos.

Isso pode confundir o paciente.

Dessa forma, na hora da consulta, o médico vai ouvir sua queixa e levantará o seu histórico de saúde. 

Depois disso, fará o exame físico com manobras específicas para que haja o diagnóstico correto. 

Além disso, alguns médicos podem solicitar testes complementares para avaliar a função do labirinto.

Ele pode pedir:

  • exame de oculografia com prova calórica, 
  • teste do impulso cefálico
  • audiometria
  • exames sanguíneos
  • exames de imagem (tomografia, ressonância magnética)

Como é feito o tratamento? 

Em primeiro lugar, é importante dizer que o tratamento para labirintite deve ser prescrito por um médico após saber as causas do problema.

Dessa forma, depois de identificar a causa da doença do labirinto, o tratamento pode ter objetivo terapêutico para a cura, alívio dos sintomas e prevenção de crises.

Além disso, também pode ajudar na solução ou controle de doenças associadas. 

Em segundo saiba que geralmente, o plano terapêutico se baseia nas seguintes estratégias como por exemplo:

  • Manobras de reposicionamento, exercícios de reabilitação vestibular
  • Uso de medicamentos específicos
  • Mudanças de hábitos e estilo de vida 
  • Procedimentos 
  • Cirurgia (em casos mais complicados)

O bom é que, de modo geral, o prognóstico é bom. 

Dessa forma, ocorre uma melhora significativa dos sintomas e da qualidade de vida.

Além desses, um fator que é crucial deixar claro no caso de tratamento para crise de labirintite é que os medicamentos utilizados para alívio da vertigem são seguros e efetivos. 

Todavia, se você os usa sem orientação médica, eles podem levar à sensibilização. 

Sendo assim, o remédio passará a ter o efeito contrário, isto é, em vez de aliviar o sintoma, ele vai agravá-lo.

Assim, evite usar medicamentos de terceiros, ou se automedicar, e busque uma avaliação médica.

Possíveis complicações da labirintite 

Quando a vertigem é muito  intensa, isso pode se tornar incapacitante, e, talvez, possa impedir alguns movimentos.

Como resultado pode-se ter o risco de trombose venosa profunda. 

Além disso, as quedas são bastante comuns. Logo, é necessário ter mais cuidado com certas práticas como, por exemplo, subir escadas, dirigir e atravessar a rua. 

Os cuidados acima devem ser bem observados especialmente entre os idosos. 

Mas, se o grau da doença do labirinto for muito grave, pode haver comprometimento das atividades sociais, profissionais, com perda da qualidade de vida.

Além disso, pode causar também a sensação de insegurança, depressão, pânico e surdez. 

No caso das crianças, ainda há risco de atraso na fala, na escrita e prejuízo da coordenação motora.

Como prevenir a crise de labirintite? 

A grande maioria das doenças do labirinto tem relação com doenças do corpo todo, ou seja, doenças metabólicas. 

Mas, algumas delas podem ser evitadas com a adoção de medidas gerais de saúde, por exemplo: 

  • dieta saudável
  • atividade física
  • peso ideal 
  • e outras

Isso colabora  para que haja uma circulação saudável e a prevenção de todas as doenças relacionadas.

Então para se evitar a labirintite, alguns cuidados podem ser tomados, como por exemplo:

  • Evite consumir álcool, café e tabaco;
  • Mantenha a glicemia e os níveis de colesterol e triglicérides baixos;
  • Tenha uma alimentação saudável, rica em alimentos com propriedades anti-inflamatórias;
  • Não fique muito tempo em jejum, alimente-se de três em três horas;
  • Faça atividades físicas;
  • Beba muito líquido durante o dia;
  • Evite sucos de frutas industrializados e bebidas gaseificadas;
  • Fuja do estresse;
  • Procure não realizar movimentos bruscos com a cabeça e levantar muito rápido;
  • Evite a exposição a muitos estímulos visuais, como ver fogos de artifício ou frequentar discotecas;
  • Evite locais muito barulhentos, como shows ou jogos de futebol;
  • Durma bem.

Quando devo procurar ajuda? 

A regra para toda doença é clara: não despreze nenhum de seus sintomas, nem automedique-se. 

Ainda que você tenha experimentado apenas uma crise passageira, é fundamental ser avaliado sem demora por um médico especialista. 

Acima de tudo para descartar causas mais graves como o AVC.

Agora se as crises se repetem, ficam mais fortes e já atrapalham o seu dia a dia também é preciso procurar ajuda. 

Como resultado, você não só aliviará a crise, mas também terá a definição de sua origem.

Então procure logo um otorrinolaringologista. 

Mas saiba que em alguns quadros, outros especialistas poderão examiná-lo e tratá-lo, como:

  • o neurologista,
  • o clínico geral,
  • o cardiologista,
  • o endocrinologista,
  • o reumatologista,
  • entre outros profissionais da área da saúde.

Dessa forma, é bom que você possua um  bom plano de saúde

Pois, a depender do caso, muitos exames e consultas serão realizados e um plano de saúde de qualidade tem cobertura para esses procedimentos. 

Gostou do nosso artigo? 

Compartilhe com a gente aqui nos comentários se você já teve uma crise de labirintite e como foi a sua experiência no tratamento! 

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O tratamento para endometriose é uma das dúvidas pesquisadas por algumas mulheres. 

Isso porque esse problema de saúde é uma das principais causas de infertilidade entre as mulheres

Porém, nem todas as mulheres sabem que, na maioria dos casos, a fertilidade pode ser restabelecida com o tratamento adequado.

Com isso, ter informação é fundamental.

Este artigo abordará algumas dúvidas e também os tratamentos disponíveis para que, junto ao seu médico, você possa decidir qual o melhor método para você.

O que é endometriose?

A princípio para entender o tratamento para endometriose, precisamos saber como funciona o corpo da mulher. 

Sendo assim, saiba que o útero é um órgão feminino que possui um revestimento de tecido afetado por hormônios. 


Esse tecido engrossa ou afina sua espessura e o corpo o expele conforme o ciclo menstrual. A ele damos o nome de endométrio. 

Umas das funções do endométrio é permitir a instalação do óvulo e a fecundação pelo espermatozoide.

Dessa forma, pode gerar uma gravidez. 

Por outro lado, quando o endométrio cresce fora do útero, isto é, em lugares da cavidade abdominal, como os ovários, a bexiga e por fora do útero, a paciente tem o diagnóstico da endometriose.

Geralmente quando uma mulher menstrua, o endométrio é expelido do corpo.

Contudo, quando ele está em outras partes que não o útero, esse processo não ocorre. 

Dessa forma, a mulher sente dores intensas. Essas dores dificultam a vida da mulher. 

Sendo assim, a endometriose é uma doença crônica e inflamatória em que há o crescimento de endométrio para fora da cavidade uterina.

Caso a doença seja mais grave, gera uma endometriose profunda, que atinge também órgãos fora do sistema reprodutivo, como o intestino. 

Localizações como esta, intestinal, são de difícil acesso cirúrgico.

Estágios da Endometriose

Para classificar qual o estágio de desenvolvimento da doença, precisamos analisar alguns parâmetros como:

  • Tamanho, profundidade e localização dos focos de endometriose
  • Gravidade das aderências

Depois disso, o médico irá responder a um questionário feito pela Sociedade Americana de Fertilidade.

Baseado nas respostas assinaladas pelo médico, o questionário irá dar uma pontuação que varia de 1 a 114.

Desse modo, a classificação da endometriose determina-se a partir desta pontuação. 

Os diferentes estágios da endometriose são classificados da seguinte maneira:

Estágio I (Mínima): Pontuação de 1 a 5. 

É caracterizado pela presença de focos isolados de endometriose e ausência de aderências.

Estágio II (Leve): Pontuação de 6 a 15. 

Contém a presença de focos superficiais e menores do que 5 cm e ausência de aderências.

Estágio III (Moderada): Pontuação de 16 a 40. 

Geralmente possui múltiplos focos de endometriose, além de aderências próximas aos ovários e tubas uterinas.

Estágio IV (Grave ou Severa): Pontuação acima de 40. 

Possui múltiplos focos superficiais e profundos de endometriose, além de aderências densas e firmes.

Além disso, é importante esclarecer que a endometriose superficial possui características diferentes da endometriose profunda. 

Enquanto a primeira possui focos endometriais com profundidade inferior a 5 mm, a segunda contém focos endometriais com profundidade igual ou superior a 5 mm.

Outro fator importante a ser considerado são os tratamentos. 

Se existem estágios diferentes, então os tratamentos também são diferentes. 

Adiante você verá os possíveis tratamentos. 

Entretanto, é importante frisar que o tipo de tratamento que se escolhe dependerá de alguns fatores como:

Tipos de endometriose

O tipo de endometriose depende do órgão afetado e do quanto as células do endométrio penetraram na parede deste órgão.

Endometriose Profunda

Esse tipo acontece quando as células endometriais penetram mais de 5 mm da espessura da parede do órgão ou tecido. 

Costuma-se dizer que é o tipo mais severo de endometriose, com mais sintomas e de maior dificuldade terapêutica. 

Endometriose Superficial

A endometriose superficial acontece quando os implantes endometriais se desenvolvem no peritônio, que é a camada que recobre os intestinos. 

Ela também pode ser bastante dolorosa e apresentar lesões ativas, que sangram durante o período menstrual.

Endometriose Intestinal

Geralmente, esse tipo ocorre quando os implantes infiltram a parede dos intestinos. 

Essa infiltração costuma não ultrapassar 3 mm de parede intestinal. 

Entretanto, pode interferir no hábito intestinal e causar dor de intensidade moderada ou forte.

Endometriose No Ovário

Pode de a endometriose acometer os ovários superficialmente. 

Nesses casos, pode ocasionar os cistos de endometriose ovariana, conhecidos como endometriomas ou cistos de chocolate. 

Atualmente é a forma menos dolorosa da endometriose.

Endometriose De Parede

Esse é um tipo raro de endometriose. 

Nesse quadro clínico, o endométrio está infiltrado na parede abdominal. É doloroso e a paciente pode sentir através da palpação do abdome. 

Como resultado, a grande maioria dos casos costuma apresentar mudança de coloração na pele (escurecimento).

Endometriose Pulmonar

É uma raridade que a endometriose se apresente fora da pelve feminina, mas pode acontecer. 

Com isso, pode ocasionar sangramento de vias aéreas durante a menstruação, que pode ser perceptível através de tosse com secreção serosanguinolenta.

Sintomas de endometriose

Os principais sintomas da doença são:

  • Dor abdominal;
  • Sangramento nas fezes;
  • Massa abdominal palpável;
  • Cólicas menstruais;
  • Alterações do hábito intestinal: diarreia ou prisão de ventre;
  • Dor para evacuar ou urinar;
  • Dor na relação sexual;
  • Distensão abdominal;
  • Infertilidade;
  • Síndrome disfórica (sinais e sintomas mais intensos na TPM).

Causas

Não existe um esclarecimento sobre as causas da endometriose. Sendo assim, o que se acredita é que suas origens são multifatoriais.

Mas, vejamos algumas possíveis causas e explicações:

  • Menstruação retrógrada
  • Falha no sistema imunológico
  • Diferenciação equivocada de células na vida intrauterina

Na menstruação retrógrada, o sangue menstrual e tecido endometrial são expelidos através das trompas em direção aos ovários e na cavidade abdominal, podendo ocasionar a endometriose. 

Outro possível fator que causa a endometriose é falhas no sistema imune, pois ele quem monitora estes implantes de células fora do seu local de origem e impede o crescimento do tecido.

Além disso, a origem embrionária do abdome e cavidade pélvica é a mesma. 

Dessa maneira, o aparecimento da doença pode ter origem na vida intra uterina com uma diferenciação errônea de células endometriais dentro da cavidade abdominal.

Diagnóstico

O diagnóstico da endometriose realiza-se numa clínica com laboratório especializado. 

Lá a paciente fará alguns exames físicos e ginecológicos.

Desse modo, após análise desses exames e a história da paciente, o diagnóstico confirma-se por exames de imagem, biópsia e identificação das células endometriais na avaliação citológica.

Tratamento para endometriose

O tratamento da endometriose engloba o tratamento físico e psicológico, bem como de toda a patologia que aparece simultaneamente. 

Sendo uma doença crônica, o tratamento físico consiste, sobretudo, em controlar a dor. 

Como já dito anteriormente, o tratamento deve estar perfeitamente alinhado com as necessidades da mulher, tendo em conta as queixas, a faixa etária, se têm ou não os filhos que pretende, etc. 

É possível tratar quando a suspeição é elevada, mesmo sem diagnóstico definitivo.

Assim sendo, alguns possíveis tratamentos são:

Tratamento para endometriose: hormônios

O tratamento para endometriose habitualmente envolve a interrupção do ciclo menstrual.

Para isso, usa-se pílulas anticoncepcionais de modo contínuo, ou seja, sem pausas para menstruar.

Também podem ser usados progestagênios isolados, hormônios injetáveis, implantes ou DIU que libera progesterona.

Este tipo de terapia alivia a maioria dos sintomas da endometriose, mas não elimina os focos de endometriose ou as aderências causadas pela doença.

Além disso, o tratamento hormonal também não reverte as alterações anatômicas que já ocorreram.

Tratamento para endometriose: cirurgia

Depois de confirmado o diagnóstico de endometriose, pode-se utilizar a laparoscopia para o tratamento da doença.

Atualmente é o tratamento de escolha quando uma cirurgia for indicada. 

É uma cirurgia minimamente invasiva e que costuma resolver o problema.

A laparotomia, que é uma cirurgia mais invasiva, pois ocorre corte no abdome, raramente é indicada para o tratamento da endometriose.

Assim sendo, o ideal é que a cirurgia para endometriose retire todos os focos da doença, ao invés de simplesmente cauterizar os focos de endometriose. 

Dessa forma, minimiza-se as possibilidades de retorno da doença.

Contudo, siga sempre as orientações do seu médico.

O plano de saúde cobre o tratamento para endometriose?

Se a paciente possui indicação médica, o plano de saúde deve cobrir o tratamento integral da endometriose.

Caso negue-se a cobertura sob a alegação de que determinado procedimento não consta do rol da ANS ou mesmo de exclusão contratual podem ser questionadas judicialmente.

O plano de saúde deve, inclusive, garantir o acesso da paciente a médicos especializados em endometriose.

Além disso, se não houver profissionais especializados dentro da rede credenciada do plano de saúde, a paciente poderá utilizar os serviços de médico particular especialista e exigir ser reembolsada das despesas.

Conclusão

Neste artigo, você aprendeu o que é a endometriose, suas possíveis causas e sintomas. 

Além disso, eu te mostrei como você pode buscar um diagnóstico preciso para essa doença e também revelei os tratamentos existentes. 

Agora você também sabe porque os planos de saúde devem cobrir o tratamento para endometriose. 

Sendo assim, se você possui esse quadro clínico ou tem dúvidas, busque imediatamente o seu médico. 

Para ter um atendimento mais qualificado e com prontidão contrate um plano de saúde, basta clicar aqui

Até mais!

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Sequelas de infarto como viver bem após um infarto

Sequelas de infarto: como viver bem após um infarto?

Você acha que é possível sobreviver com sequelas de infarto?

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o infarto já fez mais de 84 mil vítimas somente em 2021. 

Sendo assim, podemos ver que uma das principais causas de morte no Brasil é o infarto. 

Porém, isso não quer dizer que todas as pessoas que sofreram um infarto morreram. Os sobreviventes desse terrível mal podem continuar vivendo muito bem. 

Entretanto, essa situação pode deixar sequelas leves ou graves e o paciente terá de fazer algumas adaptações em seu cotidiano para viver bem e por um longo tempo. 

Durante este artigo, você vai ficar por dentro de tudo sobre infarto: o que é e quais são os tipos de tratamento existentes, assim como quais são as sequelas de infarto, quais cuidados especiais o paciente deve manter.

Permaneça aqui para ficar bem informado(a) sobre isso!

O que é infarto?

O infarto é um problema que atinge o coração. Talvez você o conheça por outro nome: ataque cardíaco. 

Isso porque algumas pessoas também costumam chamá-lo assim.

O infarto ocorre quando o fluxo de sangue para o coração é interrompido.

Dessa forma, o coração não recebe sangue e oxigênio suficientes para manter-se em atividade. 

Essa situação pode provocar danos no músculo cardíaco e, em alguns casos extremos, pode levar à morte dele.

Embora o infarto não conduza todos os atingidos ao óbito, é fundamental que você procure o médico o quanto antes para evitar os riscos de sequelas de infarto.

Além disso, a rápida busca por atendimento pode garantir as chances de sobrevivência.

Assim sendo, se você sentir uma dor no peito que esteja relacionada à tontura, falta de ar e formigamento, busque ajuda o mais rápido possível!

O que causa o Infarto?

O infarto possui algumas causas que acontecem em grande parte dos casos. Todavia, outras são menos comuns. 

Geralmente, uma pessoa sofre um infarto porque as placas de gordura que se instalam nas paredes das artérias coronárias – aquelas que levam o oxigênio para o coração – bloqueiam a passagem do oxigênio e assim ocorre uma aterosclerose.

Contudo, ainda existem outras causas menos comuns do problema. 

Um exemplo é o espasmo da artéria coronária. Nesse caso, a situação é causada por drogas ilícitas estimulantes, como a cocaína.

Ocorre a interrupção da irrigação sanguínea que chega ao coração. Desse modo, parte do músculo do miocárdio é danificado.

Outro fator que pode causar o infarto é o rompimento de uma artéria do coração ou quando há a presença de coágulos que vêm de outras partes do corpo pelo sangue.

Além disso, se uma pessoa sente a pressão muito baixa ou quando leva um choque, ela também pode sofrer um infarto, pois nesses casos o fluxo sanguíneo ao coração é severamente diminuído.

Tipos de Infarto

O infarto é classificado de duas formas. Geralmente, sua classificação é feita em dois tipos principais. 

Contudo, de acordo com suas causas e intensidade pode ser dividido em até 5 tipos.

Vejamos! 

A classificação comum do infarto é: 

  1. Infarto STEMI 
  2. Infarto NSTEMI

O primeiro provoca a obstrução completa da artéria coronária e o segundo causa o bloqueio parcial da mesma artéria.

Já a classificação em 5 tipologias é feita da seguinte forma:

Tipo 1

É o tipo mais comum, relacionado a ruptura, fissura, dissecação ou erosão da artéria coronária;

Tipo 2

Quando o infarto acontece devido à falta de oxigênio no coração, que pode ser causada por condições como pressão alta ou baixa, anemia profunda, entre outros;

Tipo 3

Conhecido como “morte súbita” ou “infarto fulminante”, quando ocorre a morte inesperada do músculo cardíaco, gerando o infarto;

Tipo 4

É o tipo ocorrido após a realização de uma angioplastia (tipo de intervenção cirúrgica com o objetivo de reparar vasos no corpo);

Tipo 5

Infarto que acontece após uma cirurgia de revascularização do miocárdio, sendo um risco do procedimento.

Quais os fatores de risco para surgimento do Infarto?

Geralmente, o infarto costuma atingir homens acima de 45 anos e mulheres acima dos 55 anos de idade. 

Mas alguns fatores podem aumentar o risco de qualquer pessoa ter o problema e ainda ter muitas sequelas de infarto.

Conheça os principais fatores:

  • Tabagismo;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade;
  • Má Alimentação;
  • Colesterol alto;
  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Uso de drogas, como a cocaína;
  • Estresse e ansiedade.

Quais os sintomas de Infarto?

Como todo problema de saúde, o infarto também possui sintomas. Afinal, se há algo errado no seu corpo ele irá te avisar com antecedência. 

Por isso, veja os principais sintomas de infarto:

  • Dor permanente e prolongada no peito (essa dor pode se irradiar pela mandíbula e/ou pelos ombros e braços);
  • Ardor no peito (algumas pessoas confundem com azia);
  • Suor em excesso, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento;
  • Ansiedade e agitação fora do comum;
  • Sensação de morte iminente;
  • Tosse seca;
  • Dificuldade para dormir;
  • Dor nas costas;
  • Palidez e suor frio;
  • Dormência ou formigamento no braço esquerdo.

É claro que os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, bem como alguns podem ser assintomáticos. 

Por isso, é importante ter bastante cuidado com esse problema, pois, às vezes, ele pode ser silencioso.

O que fazer em caso de infarto?

Se você estiver sentindo algum desses sintomas listados acima ou veja alguém nessa situação e desconfie que esteja tendo um infarto, não deixe de ligar imediatamente para o pronto-socorro. 

Se possível, dirija-se o mais rápido possível a um hospital

Além disso, é essencial que você siga as orientações do médico enquanto espera o atendimento.

Caso esteja com uma pessoa e ela sofra um infarto, acalme-a, desabotoe sua camisa ou afrouxe as roupas justas. 

Lembre-se também de acompanhar a respiração e batimentos cardíacos, além de realizar massagens cardíacas.

Para receber melhores orientações sobre os primeiros socorros, ligue para o SAMU no número 192.

Sequelas de infarto

Infelizmente o infarto pode deixar marcas para toda vida. 

Algumas pessoas podem ter sequelas de infarto leves ou graves, principalmente se o tratamento for tardio ou acontecer de modo inadequado.

Dessa forma, podemos perceber que quanto mais ágil e mais qualificado for o atendimento e o tratamento há mais chances de o paciente sobreviver.

Mas, afinal, quais são as sequelas de infarto? Veja algumas:

  • Choque cardiogênico;
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Aumento de chances para arritmias cardíacas ocorrerem;
  • Paralisia de membros;
  • Problemas na fala.

As sequelas de infarto podem ser mais visíveis que as de um AVC. 

E sem os devidos cuidados, o paciente pode sofrer um segundo infarto em menos de 10 anos.

Quais são os tipos de tratamento para o infarto?

Antes de dizer os tipos, é importante enfatizar que o tratamento escolhido depende da gravidade do caso. 

De modo a evitar complicações e diminuir as sequelas de infarto, os médicos agem de maneira rápida.

Quando você chegar à emergência, a equipe médica irá realizar alguns procedimentos, como:

  • Verificar a frequência dos batimentos cardíacos;
  • Conceder oxigênio ao paciente para que o coração não se esforce excessivamente;
  • Administrar medicamentos para reduzir as dores no peito;
  • Em casos graves, pode ser recomendada uma cirurgia de revascularização do miocárdio ou angioplastia;
  • Prescrever medicamentos para evitar um outro episódio de infarto.

O que fazer para evitar um infarto?

Uma vida com hábitos saudáveis pode evitar não só o infarto, mas muitas outras doenças

Desse modo, é fundamental que você adote uma rotina de saúde para viver bem. 

Separei alguns hábitos que vão te ajudar nessa jornada. Veja!

Como levar a vida após um infarto?

Para quem já sofreu um infarto, é importante realizar algumas ações para permanecer vivo e com saúde. 

Por isso, após um infarto, permaneça um tempo em repouso absoluto para evitar que o músculo lesionado fique sobrecarregado. 

Mas qual o tempo certo de repouso?

Bom, isso vai depender do caso. Alguns pacientes exigem um repouso de maior duração.

Todavia, não prolongue demais o repouso absoluto, pois o sedentarismo também pode ocasionar um novo infarto. 

Se o médico permitir, inicie caminhadas leves ainda no hospital.

Além disso, não deixe de manter uma alimentação saudável composta por verduras, frutas, legumes, carboidratos complexos, proteínas e muita ingestão de água. 

A prática regular de exercícios físicos também podem ajudar bastante. 

Não deixe de manter um acompanhamento médico para ser informado da saúde do seu coração. 

Conclusão

Nesse artigo, você aprendeu sobre o infarto, suas causas, tipos, sintomas e também suas sequelas. 

Além disso, eu te mostrei como você pode evitar um infarto e levar uma vida tranquila caso já tenha sofrido com esse problema. 

Saiba que um plano de saúde pode ajudar você a ter um atendimento rápido e de qualidade.

Dessa forma, você evita sequelas do infarto que podem acompanhá-lo por toda a vida. 

Por isso, não deixe de entrar em contato com nossos atendentes para se informar sobre os planos existentes e adquirir o seu! 

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Sinusite como fazer o tratamento corretamente

Sinusite: Como fazer o tratamento corretamente?

O tratamento da sinusite pode ser um ponto crucial dependendo do quadro clínico que você se encontra. 

Em alguns casos, quando não tratada corretamente, a sinusite pode evoluir e gerar complicações que podem causar, em último caso, a morte. 

Difícil, não é? 

Como um problema, por vezes, considerado uma pequena gripe pode chegar a situações tão complicadas? 

É por isso que hoje vou falar para você como deve ser feito o tratamento da sinusite em seus possíveis quadros clínicos. 

Além disso, vou te mostrar o que é a sinusite, quais seus sintomas e como fazer um diagnóstico da enfermidade. 

Vem comigo! 

O que é sinusite?

Quando nossos seios paranasais inflamam, chamamos isso de sinusite ou sinusopatia. 

Ela pode ser resultado de infecções virais, bacterianas ou fúngicas, alergias ou problemas do sistema imunológico.

Geralmente, a sinusite vem acompanhada de rinite, que é a inflamação da cavidade nasal.

Todo esse quadro chama-se rinossinusite. 

Além disso, grande parte dos casos de rinossinusite são decorrentes de vírus respiratórios, como:

  • rinovírus
  • vírus influenza
  • vírus parainfluenza

O que são os seios paranasais?

Também chamados de seios da face, os seios paranasais são cavidades de ar que ficam dentro dos ossos cranianos e da face. 

Além disso, eles possuem comunicação com a cavidade nasal.

Sendo assim, temos quatros seios paranasais em nosso corpo:

  • Frontal.
  • Etmoidal.
  • Seio esfenoidal.
  • Seio maxilar.

Outro fato muito importante, é que os seios da face são bilaterais e simétricos.

Eles ligam-se à cavidade nasal por pequenos canais por onde é drenado o muco produzido.

Mas produzir muco é apenas uma das funções que eles desempenham. Eles também servem para:

  • Umidificar e aquecer o ar respirado pelo nariz.
  • Aumentar a ressonância da voz.
  • Equilibrar as pressões intracranianas quando há variações na pressão atmosférica 
  • Secretar muco para proteção das vias aéreas superiores.
  • Absorver impactos em casos de trauma 

Quando temos alguma alergia ou ficamos gripados, a drenagem do muco é obstruída e então temos congestão nasal e, consequentemente, ficamos com sinusite.

Tipos de sinusite

Você já sabe que temos 4 seios paranasais. Dessa forma, também é importante saber que a sinusite pode afetar qualquer um deles. 

Sendo assim, o acometimento pode ser bilateral ou unilateral. 

Os casos de sinusite podem ser classificados da seguinte forma:

  • Aguda: quando os sintomas duram menos de 4 semanas.
  • Subaguda: quando os sintomas duram entre 4 e 12 semanas
  • Sinusite crônica: quando os sintomas duram mais que 12 semanas.
  • Sinusite recorrente: quando há 4 ou mais episódios de sinusite durante o ano.

Geralmente, as sinusites agudas são de origem viral ou alérgica. 

Contudo, às vezes, elas podem se transformar em sinusite bacteriana.

Isso porque a obstrução do muco nos seios paranasais permitem que as bactérias se proliferem muito rápido. 

Por isso, é muito importante buscar ajuda quando os sintomas aparecerem.

Afinal, sinusites bacterianas quando não são tratadas devidamente podem progredir para um quadro de sinusite crônica.

Sintomas da Sinusite

Dependendo do quadro de sinusite, os sintomas podem variar. 

Dessa forma, trouxe os principais sintomas da sinusite aguda, pois é o quadro mais comum entre a população. 

Eles são:

  • Congestão nasal
  • Corrimento nasal purulento (coriza amarelada)
  • Dor de cabeça.
  • Dores na face
  • Dor na arcada dentária superior
  • Dor em volta dos olhos
  • Sensação de pressão quando abaixa a cabeça
  • Ouvidos entupidos
  • Tosse (principalmente à noite)
  • Diminuição do paladar e do olfato

Além disso, o paciente diagnosticado com sinusite pode ter mau hálito (halitose), fadiga ou irritabilidade e náuseas.

Sintomas da Sinusite Bacteriana

Esse é um quadro clínico que tratarei de modo particular, pois a falta de tratamento pode progredir para uma situação crônica. 

Provavelmente, se você for contaminado por bactérias terá febre. 

Mas, como a gripe pode causar tanto sinusite quanto febre, a distinção entre uma sinusite viral e uma sinusite bacteriana não é um diagnóstico fácil. 

Como já foi dito, a sinusite pode iniciar como uma infecção viral ou um quadro alérgico.

Contudo, após alguns dias, pode se transformar em sinusite bacteriana.

Em algumas situações não é possível diferenciar uma sinusite viral de uma sinusite bacteriana nos primeiros 10 dias de doença.

Dessa forma, você deve ficar de olho nos seguintes sintomas para identificar a existência de uma rinossinusite bacteriana aguda:

  1. Sinais ou sintomas de sinusite aguda com duração de 10 ou mais dias sem melhora.
  2. Início do quadro já com sintomas mais graves, como febre maior que 39ºC e descarga nasal purulenta, com duração de pelo menos três dias.
  3. Quadro de sinusite aguda que melhora após poucos dias, mas subitamente volta a piorar, surgindo febre, dor na face e coriza purulenta.

Diagnóstico da Sinusite

O diagnóstico da rinossinusite é quase sempre clínico. 

Nesse caso, é feito por um médico otorrinolaringologista, o qual analisará os sintomas apresentados pelo paciente e as vias aéreas. 

Geralmente, ele pede alguns exames de imagem dos seios da face e a endoscopia nasal confirmar o diagnóstico, assim como a coleta de amostras da secreção nasal, para identificar a presença de microorganismos.

Complicações

Além de possuir sintomas um pouco mais graves que os da sinusite aguda, a sinusite bacteriana pode levar a complicações graves.

Uma vez que os seios da face apresentam íntima relação com órgãos nobres, como olhos, ouvidos e cérebro.

Assim sendo, é essencial procurar atendimento médico assim que houver os seguintes sinais de complicação:

  • Febre acima de 39ºC
  • Edema ou vermelhidão na face
  • Edema e vermelhidão em volta dos olhos
  • Visão dupla ou qualquer outra alteração visual
  • Confusão mental
  • Dor de cabeça muito intensa
  • Rigidez de nuca
  • Prostração intensa

Quero chamar sua atenção para outro fato: são poucos os casos de morte por sinusite bacteriana.

Contudo, embora, tenha taxas baixas de mortalidade, essa é uma infecção que não deve ser tratada com desconsideração ou negligência. 

Se você sentir ou perceber quaisquer sinais descritos acima, então procure um médico imediatamente.

A sinusite bacteriana quando em casos graves, pode trazer complicações como:

  • infecção dos olhos
  • meningite
  • abscesso cerebral
  • infecção dos ossos da face
  • otite 
  • labirintite

Tratamento da Sinusite

Em grande parte dos casos de sinusite aguda, ela melhora naturalmente em 7 a 10 dias. 

Dessa forma, o tratamento  é basicamente sintomático. 

Alguns médicos indicam que os pacientes diagnosticados façam lavagem da cavidade nasal com solução salina (soro fisiológico) e aplicação de corticoides nasais em spray. 

Também é recomendado fazer compressas mornas sobre o rosto, pois isso pode trazer alívio, e ingestão vigorosa de líquidos ajuda a diluir as secreções.

Sendo assim, veja algumas possíveis formas de tratar naturalmente a sinusite:

  1. Umidifique o ar
  2. Use soro fisiológico para limpar o nariz
  3. Use uma solução salina caseira
  4. Inspire vapores de ervas
  5. Beba mais água
  6. Coma refeições mornas
  7. Descanse o suficiente

Além das formas naturais de tratamento, talvez seja necessário o uso de medicamentos.

Tratamento da Sinusite: descongestionantes nasais

Caso seja necessário, indica-se o seu uso por no máximo 3 dias, pois estas drogas estão associadas a recaídas, provocadas por congestão nasal de rebote. 

Isso porque o paciente quando usa o descongestionante, apresenta alívio temporário dos sintomas.

Entretanto, a suspensão do uso faz a congestão nasal retornar. 

Essa situação cria um ciclo vicioso.

Tratamento da Sinusite: antibióticos

Da mesma forma, os antibióticos só devem ser utilizados quando há evidências de sinusite bacteriana. 

Consulte o médico antes para não usar antibiótico indiscriminadamente para que não haja seleção de bactérias resistentes. 

Sendo assim, se a sinusite não tiver traços de origem bacteriana, não há motivos para usar antibióticos.

Tratamento da Sinusite Crônica

Se a sinusite permanecer por mais de 12 semanas consecutivas apesar do tratamento deve-se considerar um quadro de sinusite crônica.

Além disso, forma crônica está muito associada à presença de desvio de septo nasal e/ou pólipos nasais. 

Nesse caso, ambos possibilitam o quadro crônico, pois causa obstrução da comunicação entre os seios paranasais e as vias nasais.

A sinusite crônica pode ser causada por:

  • Fungos
  • Doença do Refluxo Gastroesofágico
  • Alergia Respiratória Recorrente
  • HIV
  • Asma 
  • Fibrose Cística

Em casos de sinusite crônica, recomenda-se a busca imediata por um especialista.

Apesar de ser de difícil cura, ela pode ser controlada com tratamento adequado.

Como buscar tratamento para a sinusite? 

Em conclusão, o tratamento para sinusite deve se iniciar dentro de casa, se os sintomas forem leves. Depois disso, se eles persistirem, procure um otorrinolaringologista. 

O especialista poderá te ajudar com a doença e saberá te diagnosticar da melhor maneira possível.

Além disso, possuir um plano de saúde irá ajudar você, pois com um plano de saúde é mais fácil conseguir atendimento imediato. 

Os planos de saúde podem proporcionar mais tranquilidade e atendimento de qualidade quando mais se precisa. 

Desse modo, entre em contato com nossa equipe para verificar a melhor opção para você e sua família, é só clicar aqui.

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Plano de saúde após demissão: o que você precisa saber para continuar com ele

Você perdeu o emprego, mas quer continuar usando o plano de saúde após demissão? 

No meio dessa pandemia e também com a crise econômica brasileira houve muitas demissões nesse período. Dessa forma, muitas dúvidas e incertezas começaram a perturbar as pessoas em relação ao plano de saúde.

E agora se tornou ainda mais importante ter um plano de saúde de boa qualidade. 

Muitas empresas, públicas ou privadas, costumam oferecer a seus colaboradores alguns benefícios e, entre eles está o acesso a um plano de saúde.

Contudo, sempre surge uma dúvida com a dispensa desses funcionários.

  • Será possível continuar com o plano? 
  • Quanto tempo posso permanecer com ele? 
  • Tenho que pagar para continuar a utilizá-lo?

São essas e outras dúvidas que eu vou responder para você aqui.

Então, se você está passando por essa situação, continue lendo este artigo e descubra se é possível continuar com o plano de saúde após demissão.

É possível continuar com o plano de saúde após a demissão?

Esse é um direito estabelecido desde 2011, que foi da publicação da Resolução Normativa nº 279 pela ANS (Agência Nacional de Saúde). 

Essa resolução assegura aos demitidos e aposentados a manutenção do plano de saúde empresarial com cobertura idêntica à vigente durante o contrato de trabalho. 

Contudo, existem alguns critérios para ter direito a esse benefício: 

  1. O funcionário demitido sem justa causa
  2. O funcionário deve ter contribuído no pagamento do plano de saúde

Logo, se a empresa pagava 100% do plano de saúde, o colaborador não poderá usufruir disso após a demissão.

Outro fator importante de lembrar: esse direito só vale enquanto o funcionário estiver desempregado. 

Sendo assim, no momento de sua contratação por uma nova empresa, passa a não ter mais validade.

Qual a vantagem de permanecer no plano de saúde empresarial após demissão?

Qual a vantagem de permanecer no plano de saúde empresarial após demissão?

Como você deve saber, os planos individuais costumam ser mais caros que os planos empresariais. 

Logo, permanecer no plano empresarial é bem vantajoso, ainda que o ex-funcionário tenha um gasto maior com o valor cheio da mensalidade.

Caso o colaborador esteja passando por tratamento quando for desligado da empresa e opte por continuar com o plano empresarial, ele poderá concluir o tratamento sem problemas. 

Agora, se ele escolher deixar o plano, se quiser continuar o tratamento terá que contratar um plano individual para dar continuidade ao atendimento.

Desse modo, o tratamento poderá em outros hospitais e com profissionais diferentes daqueles a que estava habituado.

O funcionário deve pagar pelo plano de saúde após a demissão?

Após a demissão, o ex-funcionário que escolher permanecer com o plano de saúde deve se responsabilizar por arcar com o valor total do plano de saúde. 

Assim sendo, a mensalidade que era paga pela empresa passa a ser cobrada integralmente do funcionário.

Entretanto, vale bom salientar que a operadora não deve alterar o preço do plano.

Desse modo, pode acontecer que o valor pago pelo funcionário demitido se torne mais alto, visto que antes parte dessa mensalidade era custeada pela empresa. 

Após o desligamento, quanto tempo eu tenho para requerer a continuidade do plano de saúde?

Se o empregado desejar continuar com o plano de saúde após a demissão, ele deverá requerer sua continuidade no plano de saúde.

Ele terá de realizar a solicitação em até 30 dias contados da data do desligamento da empresa. 

Este comunicado pode ser entregue na própria empresa onde trabalhava, mas é de extrema importância que o empregado tenha prova de que fez tal solicitação.

Por quanto tempo o funcionário pode usar o plano de saúde após a demissão?

Quando o colaborador é demitido pode permanecer no plano de saúde por um período equivalente a um terço do tempo em que foi beneficiário dentro da empresa.

É importante respeitar o limite mínimo de seis meses e máximo de dois anos.

Já em casos de funcionários aposentados, eles podem manter o plano pelo tempo que desejarem, desde que tenham contribuído por mais de dez anos.

Quando o período for inferior, cada ano de contribuição dará direito a um ano no plano coletivo depois da aposentadoria.

O plano de saúde após a demissão é o mesmo?

Segundo Carla Soares, diretora adjunta de Norma e Habilitação dos Produtos da ANS, a empresa poderá manter os aposentados e demitidos no mesmo plano dos ativos ou fazer uma contratação exclusiva para eles. 

“Se a empresa preferir colocar todos no mesmo plano, o reajuste será o mesmo para empregados ativos, demitidos e aposentados, caso contrário, poderá ser diferenciado”. 

A diretora adjunta explicou ainda, que no caso de planos específicos em separado para aposentados e demitidos, o cálculo do percentual de reajuste tomará como base todos os planos de ex-empregados na carteira da operadora. 

Posso fazer portabilidade de plano de saúde após demissão?

A Resolução ainda prevê a portabilidade especial, que poderá ser exercida pelo demitido e aposentado durante ou após o término do seu contrato de trabalho. 

Dessa forma, com a portabilidade o beneficiário poderá migrar para um plano individual ou coletivo por adesão sem ter de cumprir novas carências.

Posso manter meus dependentes no plano de saúde após a demissão?

Em caso de demissão, o empregado poderá continuar com o plano de saúde e manter os dependentes que estavam incluídos nele.

E se eu tiver filhos no período, poderei incluí-los no plano de saúde após a demissão?

E se eu tiver filhos no período, poderei incluí-los no plano de saúde após a demissão?

Caso tenha um filho neste período, por exemplo, poderá inclusive requisitar a inclusão dele como dependente. Essa é uma garantia da Lei.

Independente se é seu filho por adoção ou biológico, será seu direito incluir todos no plano de saúde.

Contudo, a mensalidade referente aos dependentes também será paga totalmente.

Como funciona a carência do plano de saúde após demissão?

Quero novamente dizer que as condições citadas servem apenas para aqueles em casos de demissão sem justa causa.

Sendo assim, para essas pessoas a carência do plano de saúde após demissão continua vigente pelo menos enquanto durar o aviso.

Depois que o empregado comunicar ao seu empregador o desejo de manter o plano de saúde após demissão em 30 dias, ele terá direito de se manter no plano, com as mesmas condições de pagamento.

Já a cobertura tem um prazo que pode variar entre o mínimo de 6 meses e o máximo de 24 meses.

Além disso, o ex-funcionário precisa ter contribuído para o pagamento do plano de saúde para ter acesso à carência do plano de saúde após demissão.

Conclusão

Neste artigo, você viu que enquanto estiver desempregado, poderá manter o benefício até um prazo máximo de dois anos.

Ainda respondi algumas outras dúvidas relacionadas ao pagamento, aos dependentes e o período de carência.

Espero que muitas de suas dúvidas tenham sido solucionadas.

Mas, se você ainda tiver alguma questão, deixe nos comentários para maiores esclarecimentos.

Até mais!

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dor nas costas; dor na lombar; hernia de disco;

Hérnia de disco tem cura? Causas, sintomas e possíveis tratamentos

Hérnia de disco tem cura? Talvez essa seja a dúvida de muitas pessoas que convivem com esse problema ou que ainda não sabem se possuem, mas vivem com dores nas costas. 

Ter dores nas costas é um mal que afeta muitas pessoas, porém conviver com essas dores diariamente podem prejudicar o desempenho de qualquer ser humano. 

Afinal, temos muitas atividades para fazer. Estamos no escritório, dirigindo o carro, na academia, quando de repente, você percebe sua postura desconfortável, vai se ajeitar e: “Ai!” 

A dor inicia e o incômodo parece se espalhar por todo o corpo. 

Contudo, para ter um diagnóstico para hérnia de disco, é preciso ter mais que só uma dor nas costas. 

Por isso, neste artigo você vai aprender: 

  • O que é a hérnia de disco;
  • Como surge a hérnia de disco;
  • Quais os tipos de hérnia de disco;
  • Causas da Hérnia de Disco;
  • Sintomas da Hérnia de Disco;
  • 8 formas de prevenir a Hérnia de Disco;
  • Tratamento da Hérnia Disco.

Além disso, eu vou te falar se a hérnia de disco tem cura ou não. Então, vamos seguir adiante. Vem comigo e boa leitura!

O que é hérnia de disco?

A hérnia de disco é um deslocamento de parte do disco intervertebral para fora da sua localização normal em relação à anatomia do corpo humano, podendo comprimir as estruturas nervosas vizinhas, causando dor e alterações neurológicas.

Isso acontece porque os discos intervertebrais ficam desgastados com o tempo e uso repetitivo. Dessa forma, a hérnia de disco se forma com mais facilidade.

A hérnia de disco leva a diversos problemas que afetam o desempenho no dia a dia, como:

  • dores na região que foi acometida — a dor pode ser leve e forte, às vezes, impede a mobilidade;
  • formigamento na coluna e nas pernas;
  • irradiação da dor para as pernas e até para os braços, de acordo com a região em que a hérnia está localizada.

Geralmente, essa lesão acontece na região lombar porque ela suporta mais carga e está mais exposta a movimentos. 

Contudo, é preciso manter a calma antes de ter a certeza do diagnóstico, pois 80% das pessoas vão ter dores na lombar ao longo da vida e nem sempre isso indica que é hérnia de disco.

Por isso, é de extrema importância consultar um especialista para obter o diagnóstico e o tratamento adequado.

Como a hérnia de disco surge?

Como a hérnia de disco surge

Vamos entender como a hérnia de disco surge no corpo humano. O processo pode parecer difícil, mas na realidade o surgimento desse fenômeno é bem mais simples do que imaginamos.

O disco intervertebral é uma estrutura formada por fibra e cartilagem que contém um líquido gelatinoso no seu centro.

Esse disco fica entre uma vértebra e outra da coluna vertebral. 

Quando o disco está desgastado ou surgem pequenas fissuras, o líquido gelatinoso que fica no seu centro se expande e isso causa arredondado da sua estrutura e também pode se extravasar. 

Caso a lesão seja muito grande, o líquido pode vir para o meio externo e assim, o disco diminui seu tamanho e forma a hérnia. 

O paciente começa a sentir dores muito fortes dependendo da localização da saída do líquido. 

Tipos de hérnia de disco

Existem três tipos de hérnias de disco, e cada um deles possui características bem específicas. Vamos conhecê-los individualmente.

1) Protrusas

Nesse tipo de hérnia, o disco se alarga, entretanto, permanece com o líquido gelatinoso no seu centro. Sendo assim, a base do disco se avoluma e fica mais larga que o diâmetro original. 

Depois, as paredes do disco poderão tocar em regiões e áreas de grande sensibilidade nervosa, causando dores e incapacidades.

2) Extrusas

Já na hérnia de disco lombar extrusa a patologia se dá quando o anel fibroso se rompe e o conteúdo gelatinoso interno sai por meio de uma fissura na membrana. 

Dessa forma, ocorre perda de contato dos fragmentos extravasados com o seu meio interno. 

Esse é um tipo bastante frequente e que geralmente afeta os discos intervertebrais da coluna que funcionam como amortecedores. 

3) Sequestradas

A hérnia de disco sequestrada é aquela que ocorre o rompimento da parede do disco e o líquido gelatinoso se movimenta para dentro do canal medular, para cima ou para baixo. 

Quando isso acontece, a raiz nervosa inflama, além de haver muita pressão e compressão contínua. 

Muitos dizem que esse tipo de hérnia causa uma dor química, pois o líquido que fica no centro do disco, quando está fora do seu ambiente natural, tem propriedades químicas ácidas e provoca dores insuportáveis. 

Causas da Hérnia de Disco

A gente sabe que a coluna é uma parte muito importante da estrutura corporal. 

O próprio nome já revela a sua importância para o equilíbrio do nosso sistema musculoesquelético. 

Através da coluna, nós mantemos nosso corpo estável para realizar atividades que exigem força, pois ela faz uma distribuição perfeita para isso ocorrer. 

Dessa forma, podemos verificar que boa parte das lesões que acontecem relacionadas à coluna tratam de desequilíbrio ou desalinhamento. 

Sendo assim, a má postura é uma das principais causas para a formação da hérnia de disco. 

Mas não é só isso. Veja abaixo, outras causas para esse problema muito comum:

  1. Má postura no dia a dia;
  2. Levantar, puxar e carregar objetos excessivamente pesados;
  3. Ação de inclinar e girar o tronco frequentemente;
  4. Falta de atividade física ou sedentarismo;
  5. Movimentos intensos em esportes com impacto ou carga demasiada;
  6. Trabalho em que o corpo recebe constantes vibrações;
  7. Inclinação frequente do tronco para apanhar objetos sem flexionar os joelhos;
  8. Movimentos repetitivos no cotidiano;
  9. Predisposição Genética.

Como você pode ver, o desgaste pelo tempo e a genética são algumas das causas predisponentes de uma hérnia de disco, contudo, vimos também que forçar os músculos das costas para levantar excesso de peso pode desencadear este problema também.

Além disso, apesar de ser mais raro e incomum, por vezes, um acidente ou injúria pode também levar ao surgimento de uma hérnia de disco.

Sintomas da hérnia de disco

Sintomas da hérnia de disco

Alguns sintomas da hérnia de disco são mais comuns como, por exemplo, dores na região em que a hérnia está localizada. 

Contudo, essas dores podem se espalhar para outras partes do corpo. Às vezes, pode haver formigamento e sensibilidade na área dos pés, coxas, braços, ombros e dedos. 

Você pode ver outros sintomas relatados por muitos pacientes com esse diagnóstico:

  • Dores nas costas por mais de três meses;
  • Coluna torta quando entra em crise;
  • Dores noturnas que pioram durante o sono e permanecem ao acordar;
  • Dores que pioram ao ficar em pé com a perna estendida;
  • Bastante dificuldade para ficar sentado por mais de 10 minutos;
  • Redução de força em uma das pernas ou nas duas;
  • Impossibilidade de ficar de ponta de pé com uma das pernas;
  • Dor, formigamento ou dormência nos membros;
  • Dificuldades extremas para segurar a urina;
  • Redução do rendimento e desânimo para a realização de atividades rotineiras;
  • Dores de cabeça associadas a dores na região da nuca e que se prolongam para os ombros;
  • Dificuldades para se locomover ou levantar algum objeto.

É importante saber que qualquer um desses sintomas pode causar um sério problema para sua coluna vertebral. 

Você não deve se automedicar, tampouco esperar que sua dor vá embora sozinha. 

Se você está sentindo algum dos sintomas citados acima, busque já um médico especialista para investigar a causa das dores e ter um diagnóstico mais completo e seguro.

8 formas de prevenir uma Hérnia de disco

Para evitar o surgimento da hérnia de disco, é necessário que você faça algumas mudanças no seu estilo de vida. Para isso, adote alguns hábitos como: 

  1. Prática de atividade física para fortalecer a musculatura 
  2. Alimente-se de forma saudável para controlar o peso e evitar sobrecargas
  3. Mantenha uma postura adequada
  4. Evite o fumo 
  5. Fuja do sedentarismo
  6. Prefira usar escadas ao invés de elevador
  7. No trabalho, tente levantar a cada meia hora e caminhar um pouco pelo ambiente
  8. Prefira ir caminhando quando for realizar pequenos trajetos

Hérnia de disco tem cura?

Essa é uma variante entre as opiniões dos médicos. Alguns dizem que sim, outros dizem que somente se ameniza o problema com tratamentos e/ou cirurgia.

Geralmente, a maioria dos casos de hérnia de disco podem ser tratados com garantia de sucesso. Mas, o paciente deve manter importantes hábitos ao longo da vida para evitar recidivas. 

Ainda que haja divergências nas opiniões médicas, o que se sabe é que existem opções de tratamentos mais conservadores como, por exemplo, a fisioterapia que dependendo do caso pode ter sucesso. 

Porém, existem casos mais graves que necessitam de cirurgia para que haja  a correção do problema.

Tratamento da Hérnia de Disco

Tratamento da Hérnia de Disco

Como já dissemos acima, apenas os casos mais graves são indicados para cirurgia. Segundo pesquisas, somente 10% dos casos se encaixam nesse tratamento. 

Normalmente, os médicos tentam corrigir o problema através de outras soluções como:

Medicamentos

Os medicamentos podem ser utilizados para controle da dor em fases mais agudas. Frequentemente, os mais indicados são analgésicos simples, anti-inflamatórios não hormonais, corticosteróides e analgésicos opióides. 

Além disso, alguns médicos prescrevem anti-convulsivantes como gabapentina e pregabalina, pois eles também possuem um papel importante no controle da dor.

Fisioterapia

A fisioterapia auxilia bastante no controle da dor lombar e da dor irradiada para braços e pernas. 

Existem muitas técnicas e métodos que podem ser utilizados com esse objetivo. 

O tratamento fisioterápico também pode ajudar na analgesia, descompressão neural através de manobras específicas e também com exercícios de estabilização e fortalecimento muscular, recomendados após melhora do período crítico doloroso.

Infiltração na coluna

Esse tipo de tratamento objetiva o alívio da dor ciática e pode ser do tipo epidural interlaminar ou foraminal lombar. 

Nas infiltrações da coluna, os médicos usam uma solução composta por corticosteróides – que possuem efeito anti-inflamatório – associado a agente anestésico.

Com a infiltração, o paciente pode ter melhora precoce da dor e auxílio na reabilitação fisioterápica. 

Cirurgias

Só é indicado para cirurgia os pacientes que não tiveram melhora dos sintomas após tratamento clínico ou aqueles com piora das funções neurológicas, como perda de força. 

Como toda operação, esse procedimento implica riscos, como o de sofrer reações à anestesia ou ser vítima de infecções.

A cirurgia da hérnia de disco tem como finalidade a descompressão da raiz nervosa acometida. 

Os médicos podem utilizar várias técnicas. Elas variam conforme a região anatômica – cervical, torácica ou lombar.

Conclusão

Neste artigo, você pode entender um pouco sobre o que é a hérnia de disco, quais as causas, os sintomas desse problema. 

Além disso, eu te mostrei como você pode evitar o surgimento dessa patologia no seu corpo e caso você já o possua, pôde ver como é feito o tratamento para a correção. 

É importante lembrar que apesar de tratável, o paciente deve manter uma vida saudável e em movimento para que os resultados sejam efetivos. 

Então não se esqueça de se exercitar regularmente e manter uma boa alimentação. Assim, você pode evitar ou amenizar os sintomas, além de melhorar sua qualidade de vida. 

E para um diagnóstico completo e seguro, procure um especialista!

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Conjuntivite: o que é, sintomas, tratamento e como se prevenir

Você sabe o que é conjuntivite? Muitas pessoas morrem de medo de ter esse problema ocular. Porém, esse diagnóstico pode ser facilmente evitado ou também tratado. Com apenas algumas precauções você pode prevenir essa situação.

Por isso, neste artigo você vai descobrir o que é, quais suas causas, sintomas, formas de tratamento e muito mais. 

Vem com a gente!

O que é conjuntivite?

O olho humano é coberto por uma membrana chamada conjuntiva. Ela permite que o olho esteja sempre lubrificado e também facilita o movimento ocular para que as pessoas possam enxergar corretamente. 

Contudo, essa membrana pode inflamar e com isso ocorre o diagnóstico da conjuntivite. 

Ao contrário do que muitos pensam, a conjuntivite é um problema ocular muito comum e pode aparecer em qualquer pessoa devido a motivos diversos, pois é causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus.

Por isso, é importante se atentar para suas causas se você quiser evitar ter esse tipo de diagnóstico.

Do ponto de vista clínico, pode ser classificada por diferentes critérios: 

  • Aguda, sub-aguda e crônica;
  • Serosa, mucosa, purulenta e pseudomembranosas;
  • Folicular, papilar, flictenular e papilar gigante;
  • Blefaroconjuntivite ou ceratoconjuntivite.

Quais são os tipos e o que causa conjuntivite?

Quais são os tipos e o que causa conjuntivite

Os diferentes tipos de conjuntivite variam de acordo com o agente patogênico envolvido. Sendo assim, os principais tipos são:

1. Conjuntivite viral

É originada por um vírus. Muitas vezes, a inflamação da conjuntiva é apenas uma manifestação de uma infecção como a gripe e neste caso a evolução da conjuntivite acompanha o desenvolvimento da infeção que lhe deu origem.

Em geral, esse tipo é bastante contagioso. Contudo, costuma melhorar em alguns dias mesmo sem tratamento médico.

2. Conjuntivite bacteriana

É causada por bactérias e geralmente costuma ser de difícil extração. Por isso, esse tipo necessita de tratamento com colírios e/ou pomadas com antibióticos. Tende a ser frequente, autolimitada, benigna e ocasionalmente pode ser grave. 

3. Conjuntivite alérgica

Substâncias alergênicas, como pólen, poeira e pelos de animais, ocasionam o problema em pessoas suscetíveis. A conjuntivite alérgica pode ser sazonal ou aparecer durante o ano todo, dependendo do causador da alergia.

4. Conjuntivite tóxica

Aqui o problema é causado através do contato da conjuntiva com algum produto e substância tóxica, como produtos de limpeza, shampoos e inseticidas. Se não houver um tratamento correto nesse caso, a visão pode sofrer danos permanentes.

O que é conjuntivite: sintomas comuns

Os sintomas de conjuntivite variam de acordo com o tipo. Mas alguns sinais podem ser comuns em todos os tipos, indiferentemente do tipo de agente causador.

Geralmente, os primeiros sintomas costumam ser ardência, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos e como se as pálpebras estivessem coladas ao acordar. 

Em seguida, os olhos podem ficar vermelhos e uma secreção pode surgir (excesso de remela), principalmente se for bacteriana.

Outros sintomas que você pode observar são:

  • Coceira nos olhos;
  • Dor;
  • Inchaço nas pálpebras;
  • Fotofobia (intolerância à luz forte).

É muito comum que o paciente sinta muito incômodo nos olhos, mas a visão não é afetada por isso. Então, se tiver pegado conjuntivite, irá enxergar normalmente.

Qual o tratamento para conjuntivite?

Qual o tratamento para conjuntivite

Assim como os sintomas variam conforme o agente causador, o tipo de tratamento também é diferente para cada uma de suas formas. 

Na conjuntivite viral não existem medicamentos específicos, então o tratamento costuma ser feito somente para amenizar os sintomas. 

Sendo assim, você pode fazer a aplicação de uma compressa fria e úmida nos olhos várias vezes ao dia.

No tratamento da conjuntivite bacteriana, o oftalmologista pode prescrever colírios ou pomadas antibióticas.

Já na conjuntivite alérgica, medicamentos para alergia geralmente podem ajudar a prevenir ou reduzir as crises. 

Mas atenção! A indicação de qualquer remédio somente pode ser feita por um médico. Alguns colírios são altamente contra-indicados, pois podem provocar complicações graves e agravar o problema. 

Sendo assim, não se automedique! Procure um oftalmologista assim que perceber que está com conjuntivite.

É importante que haja o acompanhamento do oftalmologista para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

Como prevenir a conjuntivite?

É fácil evitar problemas oculares como conjuntivites. Basta apenas você tomar medidas que vão diminuir o risco de você adquirir uma, como, por exemplo:

  • Evitar nadar em piscinas sem cloro ou em lagos;
  • Usar óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos;
  • Lavar com frequência o rosto e as mãos para evitar a transmissão de micro-organismos patogênicos;
  • Não coçar os olhos;
  • Evitar abraços, beijos e cumprimentos com as mãos com pessoas infectadas;
  • Aumentar a frequência de troca as toalhas do banheiro ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
  • Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;
  • Não compartilhar esponjas, rímel, delineadores ou qualquer outro produto de beleza.

Conclusão

Neste artigo, te mostramos o que é a conjuntivite, quais são as suas principais causas, sintomas, formas de tratamento e como evitar esse problema ocular. 

Também te explicamos quais são as diferenças entre as conjuntivites bacterianas, virais e alérgicas.

Não deixe de seguir as recomendações para evitar a sua contaminação e procure o medicamento assim que presumir que está com conjuntivite. 

Você já teve conjuntivite? O que fez para curar esse problema? Conte-nos aqui nos comentários!

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Saber como agir em emergências pode ser um grande desafio, pois em situações de desespero é complicado pensar numa solução que não trará mais riscos para as pessoas. 

Imprevistos acontecem e talvez em algum momento da sua vida você terá de enfrentar situações emergenciais que exigem calma, tranquilidade e sabedoria. Ainda mais quando necessitar de atendimento médico. 

Você sabe a maneira correta de agir em emergências? Se a sua resposta foi não, então não precisa ficar atordoado.

Vou te explicar o que fazer nessas situações, bem como te falar o que não deve fazer e a quem recorrer num momento desse.

Vem com a gente!

O que são situações de emergência?

A primeira coisa a se saber antes de tudo é o que são emergências. Geralmente, são aquelas situações que acontecem de surpresa, que nos pegam desprevenidos, que não esperávamos que ocorressem.

Nesses momentos, costumamos ficar nervosos, desesperados, sem um direcionamento sobre as atitudes que devemos ter. 

Por isso, é muito importante que em momentos assim você tente se acalmar, manter a respiração em níveis normais para que seu cérebro consiga raciocinar melhor e agir corretamente diante da dificuldade.

Existem algumas situações de emergências que são mais comuns de acontecer, dentre elas estão:

  • Cortes profundos;
  • Desmaio;
  • Queimadura;
  • Engasgo;
  • Afogamento;
  • Fraturas e torções;
  • Sangramento;
  • Choque elétrico;
  • Atropelamento;
  • Intoxicação;
  • Acidentes de trânsito.

O que são os primeiros socorros?

Você já deve ter ouvido falar sobre primeiros socorros em algum momento da sua vida. Quem já tirou carteira de motorista, inclusive tem aulas teóricas sobre isso. 

Os primeiros socorros são a primeira ajuda, assistência que uma vítima recebe após algum tipo de acidente e dura até a hora em que uma pessoa realmente habilitada (socorrista, enfermeiro, médico, etc.) chegue para prestar o socorro de fato.

Como agir em emergências?

Bom, agora que você já sabe quais são as situações de emergência e o que são os primeiros socorros. Então vamos aprender como agir diante dessas situações. 

A primeira ação que você deve tomar é ligar para o SAMU que é o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. 

É só pegar o seu telefone e discar o número 192. Nessa ligação você deve dizer as seguintes informações:

  • O seu nome;
  • Descrição da emergência: tente passar, com exatidão, qual é a gravidade da situação;
  • Indicar a localização exata do acidente: informar algum ponto de referência também ajuda bastante.

Seja claro e objetivo ao transmitir as informações e mantenha a calma. A pessoa que lhe atender fará os devidos procedimentos de triagem para avaliar os riscos e acionar a ambulância, caso seja necessário. 

Pode ser que você precise realizar alguns primeiros socorros, então fique calmo e ouça as orientações com bastante atenção para você conseguir executar as ações da forma correta.

Como agir em emergências: os primeiros socorros

Como agir em emergências os primeiros socorros

Para te ajudar a saber como agir em emergências, trouxemos algumas atitudes que você pode tomar em algumas situações comuns. 

Preste atenção em cada orientação para você conseguir realizar os procedimentos da maneira correta. 

1) Engasgo

O engasgo é uma situação corriqueira, porém que gera muito pânico quando não solucionada. Ele ocorre quando um objeto estranho fica preso na garganta e restringe o fluxo de ar. 

É importante prestar os primeiros socorros nesses momentos porque a obstrução das vias aéreas, ou seja, a falta de ar pode causar danos cerebrais e até mesmo levar à morte.

Nesse caso, ao perceber que uma pessoa está engasgando, você pode pedi-la para tossir para que o objeto seja expelido. Se isso não resolver,  deve-se aplicar a  Manobra de Heimlich, principal técnica de primeiros socorros para asfixia. Veja o passo a passo: 

  1. Abrace a pessoa engasgada por trás, na altura do abdômen;
  2. Se a vítima for um adulto, posicione-se em pé atrás da pessoa, no caso de crianças, é melhor ficar de joelhos;
  3. Coloque uma das mãos na boca do estômago, e faça compressões abdominais, realizando movimentos para dentro e para cima, como se quisesse levantar a pessoa.
  4. Repita isso até que o alimento seja expelido.

Mas se a minha vítima for um bebê, o que eu faço?

Fique calmo! A técnica para bebês é um pouco diferente, porém não é difícil. Veja o que você deve fazer:

  1. Vire o bebê de costas para você, e incline a cabeça dele para baixo, o apoiando em suas mãos e coxas;
  2. Dê leves batidas, com a base de sua mão, entre as escápulas, é um osso grande, que fica na parte de cima do tórax.
  3. Realize esse movimento cinco vezes até que o bebê consiga expelir o que engoliu;
  4. Se ele permanecer engasgado, vire-o de frente para você e, usando os dedos médio e indicador, faça compressões sobre o osso central do peito,  repetindo o movimento cinco vezes; 
  5. Continue fazendo esses movimentos até o bebê expelir o corpo estranho.

2) Queimaduras

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Queimados analisou que, no Brasil, ocorrem no mínimo um milhão de casos de queimaduras todos os anos. 

Isso porque um dos principais acidentes domésticos é a queimadura. 

Em casos como este, é necessário, inicialmente, impedir que o contato com o fogo ou com o que originou a queimadura permaneça acontecendo. 

Depois colocar o local afetado embaixo da água fria corrente até aliviar a dor. Não use nenhum produto na área atingida. 

Você também pode cobri-la com um pano limpo ou gaze, mas não use algodão, pois ele solta fiapos. E se a área estiver inchada, mantenha mais elevada que o corpo. 

Agora se a queimadura tiver uma grande extensão ou foi causada por eletricidade, ou substâncias químicas, ligue imediatamente para o SAMU e acione uma ambulância com urgência.

3) Cortes ou Sangramentos 

Quando ocorrer uma emergência em que a vítima teve um corte simples, você deve lavar as mãos e a ferida com água corrente e sabão. 

Seque o local e cubra a região com uma gaze ou pano limpo. 

Da mesma forma que a queimadura, o uso do algodão não é recomendado.

Agora se a vítima está com um corte mais profundo, você deverá conter o sangramento utilizando uma gaze ou pano limpo para fazer pressão sobre o local. 

Se algum objeto estiver cravado no corte, não o retire, pois o sangramento poderá piorar. Apenas eleve o membro atingido e conduza a vítima para uma emergência.

E lembre-se, aplique somente água e sabão. Nunca aplique álcool no local do ferimento.

4) AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) costuma fazer a vítima perder a força em um dos lados do corpo. A sua boca também pode entortar e ela terá dificuldade para falar e andar. Além disso, sua noção de equilíbrio fica debilitada e a vítima também pode sentir tonturas. 

Por isso, se você presenciar uma situação como esta, ajude a pessoa a se apoiar e se for deitá-la, garanta que ela está de lado, de modo que ela não engasgue com a língua. 

Nesses casos, é muito importante que a sua prioridade seja chamar a ambulância. Se o atendimento ocorre com rapidez, as chances de sobrevivência e menor quantidade de sequelas são maiores. 

Se a pessoa ficar inconsciente, faça uma massagem cardíaca ou respiração boca a boca. 

Nunca ofereça comida, água ou algum remédio para a vítima.

5) Atropelamento

Em casos de atropelamento, ligue para o SAMU e fique conversando com a vítima tentando mantê-la acordada até que o socorro chegue. 

Mantenha as pessoas que estiverem no local afastadas para evitar novos acidentes. 

Não mexa na vítima, pois qualquer movimento que você faça pode ocasionar sequelas graves, agravar lesões, fraturas ou até mesmo causar uma hemorragia.

O que não fazer em situações de emergências?

Em situações de emergências, é importante sabermos que não somos super-heróis e somente podemos fazer aquilo que está ao nosso alcance. 

Por isso, preste o devido socorro de acordo com o que é possível realizar e aguarde um profissional especializado para prestar a assistência de forma completa e eficaz.

Tenha consciência que existem algumas atitudes que não estão dentro das suas limitações e que você não pode fazê-las.

Sendo assim, observe algumas orientações sobre o que você não deve fazer em situações de emergências:

  • Nunca movimente a vítima;
  • Não ofereça nada para a vítima beber ou comer, isso pode agravar a situação;
  • Não dê remédios para a vítima;
  • Nem passe produtos sobre os ferimentos;
  • Não deixe a vítima sozinha, mesmo que a pessoa esteja consciente.

Conclusão

Prestar o socorro no momento certo, na hora certa, pode ser extremamente importante para salvar uma vida.

Por isso, saber como agir em emergências é fundamental para todos os seres humanos. Afinal nunca sabemos o que pode acontecer. 

Lembre-se de manter a calma e seguir as orientações para conseguir reverter ou amenizar a situação.

Você já passou por alguma situação de emergência desse tipo? Qual foi sua reação? Conte sua experiência nos comentários.

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Para que serve o médico endocrinologista

Para que serve o médico endocrinologista

Você sabe para que serve o médico endocrinologista? Vou te mostrar nesse artigo tudo o que você precisar sobre esse assunto. Isso inclui:

  • O que é um endocrinologista;
  • O que é endocrinologia;
  • Como é a consulta;
  • O que é sistema endócrino;
  • Quais as doenças possíveis.

Vamos lá?

O que é um médico endocrinologista?

Endocrinologista é um médico especializado para diagnosticar e gerenciar doenças que afetam as glândulas e os hormônios.

Um médico endocrinologista visa restaurar o equilíbrio hormonal nos sistemas do corpo. Em geral, tratam:

  • Diabetes;
  • Osteoporose;
  • Menopausa;
  • Distúrbios metabólicos;
  • Doenças da tireoide;
  • Produção excessiva ou insuficiente de hormônios;
  • Alguns tipos de câncer;
  • Baixa estatura;
  • infertilidade.

O que é endocrinologia?

Endocrinologia é o campo de doenças relacionadas a hormônios. Dessa forma, um endocrinologista pode diagnosticar e tratar problemas hormonais e as complicações que surgem deles.

Os seres humanos têm mais de 50 hormônios diferentes, eles regulam o metabolismo, respiração, crescimento, reprodução, percepção sensorial e movimento. 

Além disso, é importante saber também que: 

  • A endocrinologia envolve uma ampla gama de sistemas dentro do corpo humano;
  • Os tecidos endócrinos incluem glândula adrenal, hipotálamo, ovários e testículos;
  • Existem três grandes grupos de distúrbios endócrinos;
  • A síndrome dos ovários policísticos é o distúrbio endócrino mais comum em mulheres.

Como é a consulta com um médico endocrinologista

Como é a consulta com um médico endocrinologista

Durante a primeira visita, o médico fará ao paciente uma série de perguntas para ajudar a chegar ao diagnóstico. Ele pode perguntar sobre:

  • Medicamentos atuais;
  • História familiar de problemas hormonais;
  • Hábitos de dieta;
  • Outras condições médicas, incluindo alergias.

Além disso, o endocrinologista pode perguntar sobre sintomas que parecem não estar relacionados ou que parecem desnecessários.

Isso ocorre porque os níveis hormonais afetam tantos sistemas diferentes no corpo que apenas pequenas alterações em uma glândula podem afetar partes do corpo distantes do local das próprias glândulas.

Por exemplo, ele pode verificar a frequência cardíaca e a pressão sanguínea do paciente, examinar a condição de sua pele, cabelos, dentes e boca.

Após o diagnóstico, o endocrinologista irá sugerir um tratamento. Isso dependerá de qual condição subjacente está causando os sintomas.

O que é o sistema endócrino?

O sistema endócrino humano consiste em várias glândulas, que liberam hormônios para controlar muitas funções diferentes. Veja só:

Glândulas supra-renais

As glândulas supra-renais estão localizadas no topo dos rins. Elas secretam:

  • Corticosteroides: esteroides envolvidos nas respostas ao estresse, sistema imunológico e inflamação;
  • Catecolaminas: noradrenalina e epinefrina, em resposta ao estresse;
  • Aldosterona: que afeta a função renal;
  • Andrógenos ou hormônios sexuais masculinos, incluindo testosterona.

Hipotálamo

O hipotálamo está localizado logo acima do tronco cerebral e abaixo do tálamo.

Essa glândula ativa e controla funções involuntárias do corpo, incluindo respiração, frequência cardíaca, apetite, sono, temperatura e ciclos circadianos ou ritmos diários.

Ovários e testículos

Os ovários secretam os hormônios estrogênio e progesterona. Esses hormônios promovem desenvolvimento sexual, fertilidade e menstruação.

Já os testículos secretam andrógenos, principalmente testosterona. Esses hormônios controlam o desenvolvimento sexual, a puberdade, os pelos faciais, o comportamento sexual, a libido, a função erétil e a formação de espermatozoides.

Pâncreas

Localizado no abdômen, o pâncreas é uma glândula endócrina e um órgão digestivo. Ele lança:

  • Insulina: importante para o metabolismo de carboidratos e gorduras no organismo;
  • Somatostatina: regula a função do sistema nervoso e endócrino e controla a secreção de vários hormônios, como gastrina, insulina e hormônio do crescimento;
  • Glucagon: um hormônio que aumenta os níveis de glicose no sangue quando eles caem muito baixo;
  • Polipeptídeo pancreático: ajuda a controlar a secreção de substâncias produzidas pelo pâncreas.

Glândulas paratireoides

Essas pequenas glândulas endócrinas localizadas no pescoço produzem hormônio paratireoide, que regula o cálcio e o fosfato no sangue.

Corpo pineal ou glândula pineal

Esta é uma pequena glândula endócrina localizada profundamente no cérebro.

Secreta melatonina e ajuda a controlar os padrões de sono do corpo e níveis moderados de hormônios reprodutivos.

Glândula pituitária

Essa é uma glândula endócrina ligada ao hipotálamo na base do cérebro.

Ela é conhecida como a principal glândula endócrina principal, porque secreta hormônios que regulam as funções de outras glândulas, bem como o crescimento e várias outras funções corporais.

A hipófise anterior ou frontal secreta hormônios que afetam o desenvolvimento sexual, a função da tireoide, o crescimento, a pigmentação da pele e a função adrenocortical.

Glândula timo

O timo é uma glândula endócrina localizada abaixo do esterno ou esterno. Os linfócitos T, um tipo de célula imune, amadurecem e se multiplicam na glândula timo no início da vida. Após a puberdade, a glândula diminui.

A glândula timo desempenha um papel no sistema imunológico, que protege o corpo contra doenças e infecções.

Glândula tireóide

Uma glândula em forma de borboleta localizada logo abaixo do pomo de Adão no pescoço, a tireoide produz hormônios que desempenham um papel fundamental na regulação da pressão arterial, temperatura corporal, frequência cardíaca, metabolismo e como o corpo reage a outros hormônios.

Quais as doenças um médico endocrinologista trata?

Quais as doenças um médico endocrinologista trata

Um desequilíbrio hormonal pode resultar de fatores genéticos ou ambientais. Existem três grandes grupos de distúrbios endócrinos:

  • Hipossecreção de glândulas endócrinas: uma glândula não produz hormônios suficientes;
  • Hipersecreção: uma glândula produz muito de seus hormônios;
  • Tumores: eles podem ser malignos ou cancerígenos, mas também podem ser benignos ou não cancerígenos.

Dessa forma, veja agora alguns exemplos do que pode acontecer se uma glândula secreta muito ou pouco de seus hormônios.

Glândula adrenal

  • A hipersecreção pode levar ao excesso de nervosismo, sudorese, pressão arterial elevada e doença de Cushing;
  • A hipossecreção pode levar à doença de Addison, deficiência de mineralocorticóides, perda de peso, perda de energia e anemia.

Pâncreas

  • A hipersecreção pode levar ao hiperinsulinismo, excesso de insulina pode levar à baixa glicose no sangue;
  • Hipossecreção pode levar a um tipo de diabetes.

Glândula paratireoide

  • A hipersecreção pode levar a ossos frágeis que se fraturam facilmente, além de pedras no sistema urinário;
  • A hipossecreção pode levar a contrações musculares involuntárias, ou tetania, causadas por baixos níveis de cálcio no plasma.

Glândula tireoide

  • O hipertireoidismo pode levar ao metabolismo acelerado, sudorese, arritmia ou batimento cardíaco irregular, perda de peso e nervosismo;
  • O hipotireoidismo pode levar ao cansaço, ganho de peso, depressão, desenvolvimento ósseo anormal, atraso no desenvolvimento e crescimento atrofiado.

Glândula pituitária

  • A hipersecreção pode levar a gigantismo ou crescimento excessivo;
  • A hipossecreção pode levar ao crescimento ósseo lento e baixa estatura.

Glândula timo

  • A hipersecreção pode levar a um sistema imunológico hiperativo que reage exageradamente às ameaças percebidas. Isso pode resultar em uma doença auto-imune;
  • A hipossecreção pode levar a um sistema imunológico enfraquecido, onde o corpo é incapaz de combater infecções e sucumbe facilmente a vírus, bactérias e outros patógenos.

Conclusão

No artigo de hoje te mostrei, praticamente, tudo o que você precisa saber sobre para que serve um médico endocrinologista.

Você viu o que é um endocrinologista e o que é endocrinologia. Te mostrei também como é a consulta com esse profissional.

Além disso, te mostrei também o que é sistema endócrino e quais as doenças possíveis.

Quer saber mais sobre esse assunto? Deixe um comentário!

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